Brasão da Paróquia São SebastiãoParóquia São SebastiãoMococa-SP

Eclesiástico 14

Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.

1Bem-aventurado o homem que não caiu pelas palavras da sua boca, e que não foi estimulado com a tristeza do delito.

2Ditoso aquele que não teve tristeza na sua alma, e que não descaiu da sua esperança.

3Os bens são inúteis ao varão cobiçoso e tenaz do dinheiro, e de que serve o ouro ao homem invejoso?

4O que amontoa riquezas defraudando-se do necessário à própria vida com injustiça, ajunta-as para outros, e outrem se regalará com os seus bens.

5Para que outra pessoa será bom aquele que é mau para si, e que por isso não chegará a gozar dos seus bens?

6Nada há pior do que aquele que a si mesmo inveja: E esta é a recompensa da sua malícia:

7E se fizer bem, só por inadvertência, e sem querer que o faz: E por último descobre a sua malícia.

8O olho do invejoso é mau: E ele vira a sua cara, e despreza a sua alma.

9O olho do cobiçoso é insaciável na parte da iniquidade: Não se fartará, enquanto ele, secando-a, não consumir a sua alma.

10O olho maligno estende a vista a coisas más: E não se fartará de pão, mas achar-se-á faminto e posto em tristeza à sua mesa.

11Filho, se tens cabedais, faze com eles bem a ti mesmo, e oferece a Deus dignas oblações.

12Lembra-te que a morte não tarda, e que te foi intimado o decreto dos infernos: Porque é decreto deste mundo o haver infalivelmente de morrer.

13Faze bem ao teu amigo antes da morte, e estendendo a mão dá esmola ao pobre, segundo as tuas possibilidades.

14Não te defraudes dum bom dia, e não deixes passar uma partezinha do bem que te é concedido.

15Não é assim que tu hás de deixar a outros o fruto das tuas penalidades, e dos teus trabalhos, para eles o repartirem entre si?

16Dá, e toma; e santifica a tua alma.

17Faze obras de justiça antes da tua morte: Porque na sepultura não poderás achar alimento.

18Toda a carne envelhecerá como o feno, e como a folha que frutifica na verde árvore.

19Umas folhas nascem, e outras caem: Assim é a geração de carne, e de sangue, uma fenece, e outra nasce.

20Toda a obra corruptível virá enfim a perecer: E o seu artífice irá com ela.

21E toda a obra escolhida será justificada: E o que a executa, nela será honrado.

22Bem-aventurado o homem, que permanecer na sabedoria, e que meditar na sua justiça, e pensar com madureza na circunspecção de Deus:

23Que cogita no seu coração os caminhos da sabedoria, e que penetra com inteligência os seus segredos, indo atrás dela como quem lhe segue o rasto, e se põe de assento nos seus caminhos:

24Que olha pelas suas janelas, e que a ouve às suas portas:

25Que repousa junto da sua casa, e que pregando uma estaca nas suas paredes, assentar ao lado dela a sua pequena cabana, e nesta pequena cabana tiverem os seus bens descanso para sempre:

26Ele porá seus filhos debaixo da sua sombra, e ele mesmo ficará assistindo debaixo dos seus ramos:

27Ele à sua sombra será defendido do calor, e repousará na sua glória.