Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Os filhos da Sabedoria são uma congregação de justos: E a nação deles toda é obediência e amor.
2Ouvi, filhos, os avisos do vosso pai, e segui-os de sorte que sejais salvos.
3Porque Deus honrou ao pai nos filhos: E punidos pela autoridade da mãe sobre eles mesmos a firmou.
4O que ama a Deus alcançará pelas suas orações o perdão de seus pecados, e se absterá de tornar a cair neles, e será atendido na oração de todos os dias.
5E assim como obra o que ajunta um tesouro, assim também se porta o que honra a sua mãe.
6O que honra a seu pai, achará a sua alegria nos seus filhos, e será atendido no dia da sua oração.
7O que honra a seu pai, viverá uma vida mais dilatada: E o que lhe obedece, dará refrigério a sua mãe.
8O que teme ao Senhor honra a seus pais, e servirá, como a seus senhores, aos que o geraram.
9Honra a teu pai em ações, e em palavras, e em toda a sorte de paciência,
10para que venha sobre ti a benção lançada por ele, e esta sua bênção permaneça contigo até ao fim.
11A bênção do pai fortifica as casas dos filhos: E a maldição da mãe as destrói pelos alicerces.
12Não te glories na contumélia de teu pai: Porque não é glória para ti a sua confusão:
13Pois a glória do homem provém da honra de seu pai, e o desdoiro do filho é um pai sem honra.
14Filho, ampara a velhice de teu pai, e não lhe dês pesares em sua vida:
15E se lhe forem faltando as forças, suporta-o, e não o desprezes por poderes mais do que ele: Porque a caridade que tu tiveres usado com teu pai, não ficará posta em esquecimento.
16Pois já quanto às faltas de tua mãe, pelas que tu lhe tiveres sofrido te será dada a recompensa,
17e no esteio desta justiça te será edificada a tua casa, e no dia da tribulação haverá lembrança de ti: E os teus pecados se desfarão como o gelo num dia sereno.
18Quão infame é o que desampara a seu pai: E quão amaldiçoado é de Deus o que exaspera a sua mãe:
19Filho, leva ao cabo as tuas obras com mansidão, e conciliar-te-ás não só a estima, senão também o amor dos homens.
20Quanto maior és, humilha-te em todas as coisas, e acharás graça diante de Deus:
21Porque só o poder de Deus é grande, e ele é honrado pelos humildes.
22Não procures saber coisas mais dificultosas do que as que cabem na tua capacidade, e não especules as que são sobre as tuas forças intelectuais, mas cuida sempre naquelas em que Deus te mandou cuidar, e em muitas das suas obras não sejas curioso.
23Porque te não é necessário ver com os teus olhos o que está escondido.
24Não te apliques a esquadrinhar com muita atenção coisas escusadas, e não examines com curiosidade as diversas obras de Deus.
25Porque muitas coisas em grande número te têm sido patenteadas, que excedem o entendimento dos homens,
26Também a muitos enganou a sua suspeita, e na vaidade entreteve ela os seus sentidos.
27O coração duro será oprimido de males no fim da vida: E o que ama o perigo perecerá nele.
28O coração que anda por dois caminhos não será bem sucedido, e o depravado de coração neles achará o seu tropeço.
29O coração rebelde será oprimido de dores, e o pecador ajuntará pecados sobre pecados.
30A assembleia dos soberbos não terá cura: Porque o tronco do pecado se arraigará neles, e não se conhecerá.
31O coração do sábio se descobre na sabedoria, e o bom ouvido com toda a cobiça ouvirá a sabedoria.
32O coração sábio e inteligente abster-se-á dos pecados, e será bem sucedido nas obras de justiça.
33A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados:
34E Deus é o que põe os olhos naquele que faz mais bem: Lembra-se dele para o futuro, e no tempo da sua queda achará arrimo.
