Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Então Tobias chamou a si o anjo, que ele cria ser homem, e lhe disse: Irmão Azarias, peço-te que escutes as minhas palavras.
2Quando eu me entregasse a ti por teu escravo, não poderia corresponder dignamente aos teus cuidados.
3Peço-te, contudo, que tomes para ti bestas e servos, e que vás buscar a Gabelo em Ragés cidade da Média, e lhe entregues o seu escrito, e recebas dele o dinheiro, e o rogues que venha à minha voda.
4Porque tu sabes: que meu pai conta os dias: E que se eu tardar um dia mais, se contristara a sua alma.
5Tu vês também de que modo Raguel me esconjurou, e eu não posso desprezar suas tão fortes instâncias.
6Então Rafael tomando quatro criados de Raguel, e dois camelos, foi-se à cidade de Ragés na Média: E achando a Gabelo, lhe entregou o seu escrito, e recebeu dele todo o dinheiro.
7E contou-lhe tudo o que tinha sucedido a Tobias filho de Tobias: E o fez vir consigo à voda.
8E tendo Gabelo entrado em casa de Raguel, achou Tobias à mesa: E levantando-se se beijaram mutuamente: E Gabelo chorou e louvou a Deus,
9e disse: O Deus de Israel te abençoe, porque és filho dum homem virtuosíssimo, e justo, e temente a Deus, e esmoler,
10abranja também a bênção a tua mulher, e a vossos pais:
11E vejais a vossos filhos, e aos filhos de vossos filhos, até à terceira e quarta geração: E a tua descendência seja bendita do Deus de Israel, que reina por séculos dos séculos.
12E tendo todos respondido, Amém, puseram-se à mesa: E também com temor do Senhor celebravam o banquete da voda.
