Brasão da Paróquia São SebastiãoParóquia São SebastiãoMococa-SP

1 Macabeus 14

Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.

1No ano cento e setenta e dois ajuntou o rei Demétrio o seu exército, e foi para a Média, para tirar dali socorros, e fazer guerra a Trifão.

2Ora Arsaces, rei da Pérsia, e da Média, como ouviu que Demétrio tinha entrado nas suas terras, despachou logo um dos seus generais para que o tomasse vivo, e lho levasse.

3Marchou ele pois, e desbaratou o exército de Demétrio: E o apanhou, e o levou a Arsaces, o qual o fez meter numa prisão.

4E todo o país de Judá esteve sossegado por todo o tempo que Simão governou, e procurou fazer bem à sua nação: E o seu poder e a sua glória foram do agrado dos judeus enquanto ele viveu.

5E além de todas as outras ações gloriosas que fez, tomou a Jope para lhe servir de porto, e fez que ela fosse uma passagem para as ilhas do mar.

6E estendeu os limites da sua nação, e se fez senhor de todo o país.

7E ajuntou um grande número de prisioneiros, e apoderou-se de Gazara, e de Betsura, e da fortaleza: E tirou dela todas as imundícies, e não havia quem lhe resistisse.

8E cada um cultivava a sua fazenda em paz: E a terra de Judá produzia as suas novidades, e as árvores do campo os seus frutos.

9Os velhos estavam assentados pelas praças e se entretinham na abundância dos bens da terra, e os moços se enfeitavam com vestidos magníficos, e com hábitos de guerra.

10E ele distribuía mantimentos às cidades, e as ordenava em forma que ficassem sendo praças de armas, de maneira que a nomeada da sua glória se fez célebre até às extremidades da terra.

11Ele firmou a paz nos seus estados, e Israel se regozijou com grande alegria.

12E cada um se punha assentado debaixo da sua parreira, e debaixo da sua figueira: E não havia quem lhes fizesse o menor medo.

13Não se achou sobre a terra quem os atacasse: Os reis ficaram abatidos por aqueles dias:

14E protegeu todos os pobres do seu povo, e zelou a observância da lei, e exterminou todos os iníquos, e todos os maus:

15Restabeleceu a glória do santuário, e multiplicou os vasos santos.

16E soou em Roma a notícia de que Jônatas era falecido: E chegou ela até aos lacedemônios: E todos o sentiram em extremo.

17Mas quando ouviram dizer que Simão, seu irmão, tinha sido feito sumo pontífice em seu lugar, e que ele estava senhor de todo o país, e de todas as cidades dele:

18Escreveram-lhe em tábuas de metal, para renovarem a amizade, e a aliança que haviam feito com Judas, e com Jônatas seus irmãos.

19Estas cartas pois foram lidas em Jerusalém diante de todo o povo. E este é o teor das cartas que mandaram os lacedemônios:

20Os príncipes, e as cidades dos lacedemônios, a Simão, sumo sacerdote, e aos anciãos, e aos sacerdotes, e a todo o povo dos judeus, seus irmãos, saúde.

21Os embaixadores, que foram enviados ao nosso povo, nos informaram da glória, e da honra, e da alegria, em que vós presentemente vos achais: E nós nos regozijamos com a sua chegada.

22E o que eles nos disseram nas juntas do povo escrevemos nós nos registros públicos, pelo teor seguinte: Numenio, filho de Antíoco, e Antipatro, filho de Jasão, deputados dos judeus, vieram ter conosco, para renovar a nossa antiga amizade.

23E pareceu bem ao povo receber a estes homens honorificamente, e pôr o treslado de suas palavras nos livros reservados do povo, para que ficasse em lembrança aos povos dos lacedemônios. Ora nós mandamos uma cópia de tudo isto a Simão, sumo pontífice.

24E depois disto enviou Simão a Roma a Numenio com um grande escudo de ouro, que pesava mil minas, a fim de renovar a aliança com eles.

25E tendo ouvido os do povo romano estas razões, disseram: Que ação de graças renderemos nós a Simão, e a seus filhos?

26Porque ele restabeleceu seus irmãos, e exterminou no meio de Israel os seus inimigos, e eles lhe deram o privilégio de uma inteira liberdade, e gravaram isto numas tábuas de metal, e o puseram numa inscrição pública sobre o monte Sião.

27E isto é o que continha a inscrição: Aos dezoito dias do mês de Elul, ano cento e setenta e dois, o terceiro ano sob Simão, sumo sacerdote em Asaramel,

28foi feita esta declaração no grande ajuntamento dos sacerdotes, e do povo, e dos príncipes da nação, e dos anciãos do país. Todos sabem que no nosso país têm havido frequentes guerras.

29E Simão, filho de Matatias, da prosápia de Jarib, e seus irmãos se expuseram ao perigo, e resistiram aos inimigos da sua nação, para susterem o seu santo templo, e a sua lei: E levaram o seu povo a uma grande glória.

30E Jônatas congregou os da sua nação, e foi feito sumo sacerdote deles: E foi-se unir ao seu povo.

31E os inimigos dos judeus quiseram espezinhar, e destruir o seu país e alçar as mãos contra o seu santo templo.

32Então lhes resistiu Simão, e pelejou pelo seu povo, e distribuiu muito dinheiro, e armou os mais valentes da sua nação, e lhes deu soldo:

33E fortificou as cidades da Judeia e a de Betsura, que era na fronteira da Judeia, onde seus inimigos tinham feito antes sua praça de armas: E pôs nela uma guarnição de judeus.

34E fortificou a Jope, que estava sobre a costa do mar: E a Gazara, que está na fronteira de Azot, onde antes habitavam os inimigos, e pôs nelas judeus que as guardassem: E as proveu de todas as coisas necessárias para a sua defensa.

35E viu o povo os feitos de Simão, e o que ele fazia por exaltar a glória da sua nação, e eles o constituíram seu chefe, e príncipe dos sacerdotes, pelo motivo de ter ele obrado tudo isto, e pela justiça e fidelidade, que tinha guardado à sua nação, e por ter procurado por todos os meios exaltar o seu povo.

36E em seus dias tudo foi próspero nas suas mãos, de maneira que os estrangeiros foram banidos do seu país, e também os que estavam em Jerusalém, na cidade de Davi na fortaleza, da qual faziam as suas sortidas, e profanavam tudo o que há no contorno do Santuário, e faziam um grande ultraje a sua santidade:

37E pôs ali soldados judeus para segurança do país, e da cidade, e levantou os muros de Jerusalém.

38E o rei Demétrio o confirmou no sumo pontificado.

39Depois disto lhe deu o título de seu amigo, e o elevou a uma grande glória.

40Porque ouviu dizer que os romanos tinham chamado aos judeus seus amigos, e aliados, e irmãos, e que tinham recebido os embaixadores de Simão com grande honra:

41E que os judeus, e os seus sacerdotes tinham consentido que ele fosse seu chefe, e sumo sacerdote para sempre, até que se levantasse um profeta fiel:

42E que tivesse sobre eles autoridade de chefe, e que tomasse sobre si o cuidado das coisas santas, e que designasse quais haviam de ter a intendência sobre as obras públicas, e sobre a província, e sobre as armas, e sobre os presídios:

43Vigiasse outrossim na guarda dos santos lugares: E que a ele obedecessem todos, e em nome dele fossem escritos todos os instrumentos públicos do país: E que andasse vestido de púrpura, e ouro:

44E que a nenhum do povo, nem dos sacerdotes fosse permitido violar alguma destas coisas, nem contradizer a nada do que ele ordenasse, nem colocar junta alguma na província sem a sua autoridade, nem vestir púrpura, nem usar fivela de ouro:

45E o que obrasse contra esta ordenança, ou violasse qualquer parte dela, ficaria réu.

46Aprouve pois a todo o povo constituir a Simão nesta grande autoridade, e executar todo o conteúdo nesta declaração.

47E aceitou Simão o governo, e consentiu em fazer as funções do sumo pontificado e em ser chefe, e príncipe da nação dos judeus, e dos sacerdotes, e em ter o comando de todas as coisas.

48E acordaram pôr esta declaração em pranchas de metal, e colocá-las na galeria do santuário, em lugar público:

49E guardar no erário uma cópia de tudo isto, para que tivessem ali este título Simão, e seus filhos.