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2 Macabeus 13

Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.

1O ano cento e quarenta e nove soube Judas que Antíoco Eupator marchava com grandes tropas contra a Judeia.

2E com ele Lísias, regente, o primeiro ministro dos negócios do reino, trazendo consigo cento e dez mil homens de pé, e cinco mil de cavalo, com vinte e dois elefantes, e trezentas carroças armadas de foices.

3E Menelau se uniu também a eles: E com muito ardil procurava por meio de rogos abrandar a Antioco, não pela salvação da pátria, mas esperando ser ele promovido ao principado.

4Porém o rei dos reis suscitou o coração de Antioco contra este pecador: E persuadido por sugestão de Lísias, que Menelau era a causa de todos os males, mandou que, preso que fosse, o matassem no mesmo lugar, segundo o costume deles.

5É de saber que naquele lugar havia uma torre de cinquenta côvados de altura, que de todas as partes estava cercada de um grande montão de cinzas: Do cimo da qual não se via ao redor senão um grande precipício:

6Mandou o rei que precipitassem aquele sacrílego dali abaixo sobre a cinza, empurrando-o todos para lhe dar a morte.

7E em observância da tal lei coube morrer a Menelau, prevaricador da lei, sem que o seu corpo fosse dado a terra.

8E isto sem dúvida aconteceu por um juízo assaz justo: Porque como ele tinha cometido muitas impiedades contra o altar de Deus, cujo fogo e cinza eram umas coisas santas: Foi ele justamente condenado a morrer abafado na cinza.

9Entretanto marchava o rei bravamente desenfreado, prometendo mostrar-se mais violento aos judeus que seu pai.

10O que sabendo Judas, mandou ao povo que invocassem o Senhor de dia e de noite, para que também então lhes assistisse, como sempre tinha feito:

11Pois que receavam verem-se privados da sua lei, e da sua pátria, e do seu santo templo: E que não permitisse que o seu povo, que não havia muito tempo começara a respirar um pouco, ficasse outra vez sujeito às nações que blasfemavam o seu santo nome.

12E fazendo todos uniformemente o que Judas lhes havia ordenado, e implorando a misericórdia do Senhor com lágrimas, e jejuns, prostrados diante dele três dias contínuos, Judas os exortou que se preparassem.

13E ele com os anciãos resolveu marchar contra o rei, antes que ele fizesse entrar as suas tropas na Judeia, e se apoderasse da cidade, e deixar ao juízo do Senhor o êxito da empresa.

14Remetendo pois tudo ao poder de Deus, criador do universo, e tendo exortado os seus a combater valorosamente, e a resistir até à morte em defesa das suas leis, do seu templo, da sua cidade, da sua pátria, e dos seus compatriotas, fez acampar o seu exército junto a Modin.

15E depois de ter dado aos seus por sinal, A VITÓRIA DE DEUS, tomando consigo os mais valentes dentre os mancebos, atacou de noite o quartel do rei, matou no seu campo quatro mil homens, e o mais corpulento dos elefantes, com todos os que levava em cima:

16E tendo enchido de espantosíssimo terror, e de turbação o campo dos inimigos, depois do feliz sucesso desta empresa, se retiraram.

17E foi este feito cometido ao romper do dia, assistindo a Macabeu a proteção do Senhor.

18Mas o rei, depois de ter assim provado a audácia dos judeus, procurava tomar as cidades fortes por estratagema:

19E veio pôr o cerco diante de Betsura, que era uma praça dos judeus bem fortificada: Mas foi rechaçado, achou seus encontros, perdeu muita gente.

20Entretanto Judas mandava aos sitiados o que lhes era necessário,

21Mas um certo Rodoco, do exército dos judeus, ia descobrir aos inimigos os segredos do seu partido, mas depois de reconhecido, foi apanhado, e metido em prisão.

22O rei fez que se tornasse a falar aos que estavam em Betsura: Deu-lhes a sua palavra: Recebeu a deles: Foi-se:

23Pelejou contra Judas, foi vencido: Mas tanto que teve por notícia, que Filipe, que tinha ficado por superintendente dos negócios, se havia rebelado em Antioquia, todo consternado no seu espírito fazendo deprecações aos judeus, e submetendo-se a eles, jurou guardar-lhes todas as condições que parecessem justas: E depois desta reconciliação ofereceu um sacrifício, honrou o templo, e fez-lhe presentes:

24Abraçou a Macabeu, e o declarou governador e príncipe de todo o país, desde Ptolemaida até os Gerrenos.

25Quando porém Antioco entrou em Ptolemaida, estavam os ptolemenses num grande descontentamento por causa das condições daquela aliança, mostrando a sua indignação por temerem não viessem eles a romper o tratado.

26Então subiu Lísias ao tribunal, e expôs as razões desta aliança, e apaziguou o povo, e tornou para Antioquia: E desta maneira foi a jornada do rei contra a Judeia, e depois a sua retirada.