Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Por isso verificou o Senhor nosso Deus a sua palavra, que falou contra nós, e contra os nosso juízes, que julgaram a Israel e contra os nossos reis, e contra os nossos príncipes, e contra todo Israel e Judá.
2Que traria o Senhor sobre nós grandes males, quais nunca se tivessem visto debaixo do céu, como os que vieram sobre Jerusalém, conforme ao que está escrito na lei de Moisés,
3que comeria o homem as carnes de seu filho, e as carnes de sua filha.
4E os entregou o Senhor debaixo da mão de todos os reis, que estão no nosso contorno para serem o ludibrio e a desolação entre todos os povos em que o Senhor nos pôs dispersos.
5E temos ficado por baixo, e não por cima: Porque pecamos contra o Senhor nosso Deus, não obedecendo à sua voz.
6Ao Senhor nosso Deus seja atribuida a justiça: Mas a nós, e a nossos pais a confusão de rosto, como se está vendo neste dia.
7Porque o Senhor predisse contra nós todos estes males, que vieram sobre nós:
8E não temos feito súplicas diante da face do Senhor nosso Deus, para nos retirarmos cada um de nós dos nossos péssimos caminhos.
9E velou o Senhor os males, e os fez vir sobre nós: Porque o Senhor é justo em todas as suas obras, que nos mandou:
10E não ouvimos a sua voz para caminharmos nos mandamentos do Senhor, que ele nos pôs diante da nossa face,
11E agora, Senhor Deus de Israel, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão forte, e com sinais, e com prodígios, e com o teu grande poder e com braço levantado, e adquiriste para ti nome, assim como se está vendo neste dia:
12Nós pecamos, temos obrado com impiedade, temos vivido mal, ó Senhor nosso Deus, contra todos os teus mandamentos.
13Aparte-se de nós a tua ira: Porque temos ficado poucos entre as gentes, onde nos puseste dispersos.
14Escuta, Senhor, as nossas preces, e as nossas orações, e livra-nos por amor de ti mesmo: E concede-nos achar graça diante da face daqueles que nos trouxeram fora do nosso país:
15Para que toda a terra saiba que tu és o Senhor nosso Deus, e que o teu nome tem sido invocado sobre Israel, e sobre a sua geração.
16Olha, Senhor, para nós da tua santa casa, e inclina o teu ouvido, e escuta-nos.
17Abre os teus olhos, e vê: Porque os mortos que estão no inferno, cujo espírito foi separado das suas entranhas, não darão honra, nem justificação ao Senhor:
18Mas a alma, que está triste por causa da grandeza do mal, e anda encurvada, e abatida, e tem os olhos enfraquecidos, e a alma faminta, te dá a ti, ó Senhor, glória, e o louvor da tua justiça.
19Porque não é segundo as justiças de nossos pais, que nós derramamos os nossos rogos, e imploramos misericórdia diante da tua presença, ó Senhor nosso Deus:
20Mas porque enviaste a tua ira, e o teu furor sobre nós, como o proferiste pela boca dos teus servos os profetas, dizendo:
21Assim diz o Senhor: Abaixai o vosso ombro, e vosso pescoço, e servi ao rei de Babilônia: Estareis de assento na terra, que eu dei a vossos pais:
22Se porém não ouvirdes a voz do Senhor vosso Deus, para vos sujeitardes ao rei de Babilônia: Eu vos farei sair das cidades de Judá, e para fora de Jerusalém.
23E tirarei de vos toda a voz de regozijo, e voz de alegria, e voz de esposo, e voz de esposa, e ficará toda a terra sem rasto de quem a habitasse.
24E não ouviram a tua voz para servirem ao rei de Babilônia: E cumpriste as tuas palavras, que pronunciaste pela boca de teus servos os profetas, para que fossem trasladados do seu lugar os ossos dos nossos reis: E os ossos de nossos pais:
25E eis-ai têm sido lançados ao calor do sol, e à geada da noite: E morreram entre cruelíssimas dores, pela fome e pela espada, e em dispersão.
26E puseste este mesmo templo, em que tem sido invocado o teu nome, assim como se vê neste dia, pela maldade da casa de Israel, e da casa de Judá.
27E obraste conosco, Senhor nosso Deus, segundo toda a tua bondade, e conforme toda aquela tua grande misericórdia:
28Assim como o proferiste pela boca do teu servo Moisés no dia em que lhe mandaste escrever a tua lei diante dos filhos de Israel.
29dizendo: Se não escutardes a minha voz, esta grande multidão será reduzida a mui pouca entre as gentes, para onde eu os lançarei dispersos:
30Porque eu sei que este povo me não há de ouvir: Pois é um povo de dura cerviz: Mas ele se converterá de coração na terra do seu cativeiro
31E saberão que eu sou o Senhor Deus deles, e dar-lhes-ei coração, e entenderão: Ouvidos, e ouvirão.
32E eles me louvarão na terra do seu cativeiro, e lembrarão do meu Nome.
33E apartar-se-ão do seu espinhaço duro, e das suas malignidades: Porque se lembrarão do caminho de seus pais que pecaram contra mim.
34E os trarei outra vez para a terra, que jurei aos pais deles Abraão, Isaac, e Jacó, e serão senhores dela: E multiplicá-los-ei, e eles se não diminuirão.
35E farei com eles outra aliança, que será eterna, para que eu lhes seja a eles Deus, e eles a mim me sejam povo: E não removerei jamais ao meu povo, aos filhos de Israel, da terra que lhes dei.
