Brasão da Paróquia São SebastiãoParóquia São SebastiãoMococa-SP

Eclesiástico 16

Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.

1Não te regozijes com os filhos ímpios se se multiplicam: Nem ponhas neles a tua complacência, se neles não há temor de Deus.

2Não te confies na sua vida, nem olhes para os seus trabalhos.

3Porque mais vale um temente a Deus do que mil filhos ímpios.

4E mais útil é morrer sem filhos do que deixar filhos ímpios.

5Por um só homem de juízo será povoada a pátria, uma tribo de ímpios virá a ficar deserta.

6Eu vi com os meus olhos muitos exemplos destes, e com os meus ouvidos ouvi outros ainda maiores.

7O fogo acender-se-á no congresso dos pecadores, e a ira inflamar-se-á na gente incrédula.

8Não obtiveram perdão dos seus pecados os antigos gigantes, que foram destruídos por confiarem na sua fortaleza:

9E Deus não perdoou à cidade, em que Ló morava como estrangeiro, e teve em execração os seus habitantes por causa da sua insolência.

10Ele não teve compaixão deles, perdendo toda esta nação, que até se elevava com vanglória nos seus pecados.

11Ele também da mesma sorte perdeu os seiscentos mil homens de pé, que conspiraram entre si na dureza do seu coração: E se um só fora contumaz, seria grande maravilha, se tivesse ficado sem castigo:

12Porque a misericórdia e a ira sempre o acompanham. Ele é poderoso para perdoar, e também o é para derramar a sua ira:

13Os seus castigos igualam a sua misericórdia, ele julga o homem segundo as suas obras.

14Não escapará o pecador na sua rapina, e a paciência do que usa de misericórdia não tardará em ser recompensada.

15Toda a ação de misericórdia fará colocar a cada um no seu lugar, segundo o merecimento das suas obras, e segundo a prudência com que ele tiver vivido como peregrino na terra.

16Não digas: Eu me furtarei aos olhos de Deus. E quem se lembrará de mim lá dos altos Céus?

17Eu não serei conhecido entre um grande povo: Pois que coisa é a minha alma entre o número sem número de todas as criaturas?

18Eis aí que o céu e o céu dos céus, o abismo, e toda a extensão da terra, e tudo o que neles se contém, tremerá à sua vista,

19os montes igualmente, e os outeiros, e os fundamentos da terra: Quando Deus lhes puser os olhos todos de tremor serão abalados.

20E no meio de tudo isto ainda está insensato o coração do homem: Porém todo o coração é entendido por Deus:

21E quem é o que compreende os seus caminhos e a tempestade, que o olho do homem nunca verá?

22Porque um avultadíssimo número das suas obras são escondidas: Mas quem poderá exprimir as obras da sua justiça: Ou quem as poderá suportar? Porquanto os seus decretos estão longe de alguns, e o exame de todas as coisas é na consumação.

23O imprudente tem pensamentos vãos: E o homem indiscreto e extraviado pensa loucuras.

24Ouve-me, filho, e aprende a disciplina dos bons sentimentos, e está atento em teu coração as minhas palavras,

25e eu te darei documentos de equidade, e manifestar-te-ei os arcanos da sabedoria, e está atento às minhas palavras em teu coração, e já daqui te digo com retidão de espírito as virtudes, que desde o princípio tem Deus feito reluzir nas suas obras, e te declaro em verdade a sua ciência.

26Deus formou com sabedoria desde o princípio as suas obras e desde a sua mesma criação as distinguiu em partes, e as principais delas segundo as suas classes.

27Ele adornou para sempre as suas operações, nem elas têm desfalecido com fome, nem com algum cansaço, e não têm cessado jamais nos seus ofícios.

28Nem uma só de todas elas porá jamais a outra em aperto.

29Não sejas incrédulo à palavra do Senhor.

30Depois disto olhou Deus para a terra, e a encheu dos seus bens.

31Assim o tem declarado toda a alma vital ante a face da terra, e para a mesma outra vez será a sua tornada.