Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Com pedra enlodada foi apedrejado o preguiçoso, e todos falarão do vilipêndio dele.
2Com bosta de bois foi apedrejado o preguiçoso: E todo o que tocar sacudirá as mãos.
3O filho mal disciplinado é a vergonha do pai: E a filha será em mais baixa estimação reputada.
4A filha prudente é uma herança para seu marido: Mas aquela cujo procedimento envergonha, é talhada para a desonra de seu pai.
5A mulher atrevida cobre de confusão a seu pai e a seu marido e não será inferior aos ímpios, e de um e de outro andará desestimada.
6Um discurso fora de propósito é como a música no dó: O castigo e a doutrina em todo o tempo é sabedoria.
7Aquele que ensina ao insensato, é como o que quer tornar a unir os cacos de um vaso quebrado.
8O homem que se põe a contar alguma coisa ao que o não ouve, é como o que desperta dum pesado sono a quem nele está agarrado.
9Aquele que fala da sabedoria a um insensato, é como o que fala com um dormente: E no fim do discurso diz: Quem é este?
10Chora sobre o morto, porque lhe faltou a luz: E chora sobre o insensato, porque lhe falta o sentido.
11Chora pouco sobre o morto porque ele entrou no descanso.
12Porque a muito malvada vida do homem malvadíssimo é pior do que a morte do insensato.
13O choro sobre o morto é por sete dias: Mas o que merece o insensato e ímpio estende-se a todos os dias da sua vida.
14Não fales muito com o imprudente, e não caminhes com o insensato.
15Guarda-te dele, para que não tenhas moléstia, e não serás contaminado com o seu pecado.
16Desvia-te dele, e acharás descanso, e não te azedarás com ele pela sua estultícia.
17Que coisa haverá mais pesada do que o chumbo? E que outro nome pode quadrar melhor do que este ao insensato?
18É mais fácil de levar a areia, e o sal, e qualquer massa de ferro, do que o homem imprudente, e insensato, e ímpio.
19A travação de madeira com firme engradamento disposta no alicerce do edifício, não se desunirá: Assim também o coração firmado no sólido pensamento do conselho.
20A resolução do homem sensato não se enfraquecerá com o medo, seja em que tempo for.
21Bem como uma armação de paus posta em lugares elevados, e como as paredes de pedra em sosso não se conservarão em pé contra a violência do vento:
22Assim também o coração do insensato tímido nos seus pensamentos não resistirá contra o ímpeto do temor.
23Assim como o coração do insensato medroso nos seus pensamentos, não temerá em tempo algum, assim também o que insiste sempre nos preceitos de Deus.
24Aquele que pica o olho, faz sair dele lágrimas: E o que pica o coração, excita sentimento.
25Aquele que atira com uma pedra aos pássaros, fá-los-á tomar o voo: Assim também aquele que diz injúrias ao seu amigo desfaz a amizade.
26Não obstante haveres tu arrancado a espada contra o teu amigo, não desesperes: Porque ainda há regresso. Ao amigo,
27se abrires a boca, proferindo palavras de desabrimento, não temas: Porque ainda há reconciliação: Exceto quando se chegou a romper em afrontas, e impropérios, e orgulhoso desdém, e revelação de segredo, e ferida à traição: Em todos estes casos fugirá de ti o amigo.
28Guarda fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas prosperidades.
29Conserva-te sempre fiel a ele no tempo da sua tribulação, para que também sejas o co-herdeiro na sua herança.
30Antes que apareça o fogo, sai o vapor da fornalha, e se eleva em alto fumo: Assim também as injúrias, e ultrajes, e ameaças precedem a efusão de sangue.
31Eu não me envergonharei de saudar ao meu amigo, não me esconderei da sua presença: E se me vierem males por amor dele, sofrê-los-ei.
32Toda a pessoa que isto ouvir se acautelará dele.
33Quem porá guarda à minha boca, e um selo inviolável sobre os meus lábios, para que eu não caia por sua causa e para que a minha língua me não perca?
