Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Tem piedade de nós, Deus de todas as coisas, e volta para nós os teus olhos, e mostra-nos a luz das tuas misericórdias:
2E espalha o teu temor sobre as nações, que te não buscaram, para que elas se desenganem que não há outro Deus senão tu, e publiquem as tuas grandes maravilhas.
3Levanta a tua mão sobre as nações estranhas, para que experimentem o teu poder.
4Porque assim como tu diante deles tens sido santificado em nós, assim também diante de nós serás engrandecido nele.
5Para que tenham de ti o devido conhecimento, assim como também nós temos conhecido que fora de ti, Senhor, não há outro Deus.
6Renova os teus prodígios, e faze novas maravilhas.
7Glorifica a tua mão, e o teu braço direito.
8Excita o teu furor, e derrama a tua ira.
9Destrói ao adversário, e aflige ao inimigo.
10Apressa o tempo, lembra-te do fim, para que os homens publiquem as tuas maravilhas.
11Na voracidade das chamas consumido seja o que fica salvo: E os que tiranizam o teu povo, caiam na perdição.
12Quebra a cabeça aos chefes dos inimigos, que dizem: Não há outro fora de nós.
13Ajunta todas as tribos de Jacó: Para que elas conheçam que não há outro Deus senão tu, e contem a grandeza das tuas maravilhas: E tu os herdarás, como desde o princípio.
14Tem misericórdia do teu povo, que foi apelidado do teu nome: E de Israel, a quem tu tens tratado como a teu primogênito.
15Tem compaixão de Jerusalém, cidade da tua santificação, cidade do teu repouso.
16Enche a Sião das tuas palavras inefáveis, e ao teu povo da tua glória.
17Dá testemunho aqueles que desde o princípio são tuas criaturas e verifica as predições, que em teu nome proferiram os primeiros profetas.
18Dá o merecido galardão aos que te esperam com paciência, para que os teus profetas sejam achados fiéis: E atende às orações dos teus servos,
19segundo a bênção de Aarão sobre o teu povo, e encaminha-nos pela estrada da justiça, e saibam todos os que habitam a terra que tu és o Deus inspetor dos séculos.
20O estômago receberá toda a casta de viandas, mas entre os alimentos um é melhor do que outro.
21O paladar discerne pelo gosto as carnes da montaria, e o coração ilustrado, as palavras mentirosas.
22O coração depravado causará tristeza, e o homem experimentado lhe resistirá.
23A mulher tomará por esposo a qualquer varão, mas entre as filhas uma é melhor que outra.
24A formosura da mulher alegra o rosto de seu marido e lhe insinua um desejo superior a toda a concupiscência do homem.
25Se a sua língua é de saúde, se é também de brandura e de condolência: O marido dela não tem comparação alguma com os filhos dos homens.
26O que possui uma mulher boa dá princípio a uma possessão: Nela tem um ajutório que lhe é semelhante, e uma coluna como firme descanso.
27Onde não há sebe, será roubada a fazenda: E onde não há mulher suspira o homem na indigência.
28Quem é que se fia daquele que não tem ninho e que faz noite onde quer que ela o haja colhido, como salteador escoteiro, que andando a monte vagueia de cidade em cidade?
