Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Ó quão formosa é a geração casta e gloriosa: Pois é imortal a sua memória: Porquanto ela é conhecida assim diante de Deus, como diante dos homens,
2Quando ela está presente, a imitam: E quando se tem retirado, a desejam, e coroada para sempre triunfa levando o prêmio nos certamens castos.
3Mas a multidão variada dos ímpios não será útil, e os renovos bastardos não lançarão profundas raízes, nem assentarão firmeza estável.
4E se com o tempo brotarem nos ramos, como se não acham firmes, serão abalados do vento, e desarraigados pela impetuosidade dos furacões.
5Pelo que serão quebrados os seus ramos, antes que cheguem à devida perfeição, e os frutos deles inúteis, e ásperos para comer, e para nada bons.
6Porque os filhos, que nascem de iníquos sonos, testemunhas são da maldade contra os pais, quando se lhes pergunta.
7Mas o justo, ainda que seja acometido pela morte repentina, estará em descanso.
8Porque a velhice venerável não é a diuturna, nem a computada pelo número dos anos: Pois as cãs do homem são os seus sentimentos,
9e a idade da velhice é a vida imaculada.
10Tendo-se feito agradável a Deus, foi por ele amado, e vivendo entre os pecadores foi trasladado.
11Foi arrebatado para que a malícia lhe não mudasse o entendimento, ou para que não seduzisse a sua alma o aparente.
12Porque o feitiço das inépcias escurece o bem: E a inconstância da concupiscência transtorna o sentido sem malícia.
13Tendo vivido pouco, encheu a carreira duma larga vida:
14Porque a sua alma era agradável a Deus: Por isso ele se apressou a tirá-lo do meio das iniquidades: Mas os povos estão vendo isto, e não entendem, nem depositam nos seus corações coisas tais, como estas:
15Que a graça de Deus, e a sua misericórdia está sobre os seus santos, e que olha para os seus escolhidos.
16Mas o justo morto condena aos ímpios vivos, e a mocidade consumada em breve, a larga vida do injusto.
17Porque eles verão o fim do sábio, e não compreenderão que desígnio tenha Deus formado acerca dele, e porque o haja o Senhor posto em segurança.
18Vê-lo-ão, e desprezarão: Mas o Senhor zombará deles,
19e depois disto morrerão sem honra, e ficarão com infâmia para sempre entre os mortos: Porque os fará rebentar inchados sem voz, e os transtornará desde os fundamentos, e serão reduzidos à última desolação, e estarão gemendo, e a sua memória perecerá.
20Virão medrosos com a lembrança dos seus pecados, e se apresentarão contra eles as suas iniquidades.
