Brasão da Paróquia São SebastiãoParóquia São SebastiãoMococa-SP

Tobias 3

Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.

1Então Tobias deu um suspiro, e começou a orar com lágrimas,

2dizendo: Tu és justo, Senhor, e todos os teus juízos são justos, e todos os teus caminhos são misericórdia, e verdade, e Justiça.

3Agora pois, Senhor, lembra-te de mim, e não tomes vingança dos meus pecados nem te lembres dos meus delitos, nem dos de meus pais.

4Porque não obedecemos aos teus preceitos, por isso fomos entregues à pirataria, e ao cativeiro, e à morte, e para servirmos de fábula, e de escárnio a todas as nações, por entre as quais nos espalhastes.

5E agora, Senhor, os teus juízos são grandes, porque nós não obramos segundo os teus preceitos, e nem andamos sinceramente na tua presença.

6E agora, Senhor, trata-me segundo a tua vontade, e manda que a minha alma seja recebida em paz: Porque mais conveniente me é morrer do que viver.

7Neste mesmo dia pois aconteceu que Sara, filha de Raguel estando em Ragés cidade dos medos, ouvisse ela mesma ser ultrajada por uma das criadas de seu pai,

8porque ela tinha sido casada com sete maridos, e um demônio chamado Asmodeu os tinha morto, quando eles se chegavam para ela.

9Como Sara pois repreendesse a moça por uma sua falta, ela lhe respondeu, dizendo: Não vejamos nós jamais de ti filho, nem filha sobre a terra, ó matadora de teus maridos.

10Acaso queres tu também matar-me a mim, assim como mataste já a sete maridos? A esta palavra subiu Sara ao quarto mais alto da sua casa: E três dias, e três noites nem comeu, nem bebeu,

11mas perseverando em oração pedia a Deus com lágrimas, que a livrasse deste opróbrio.

12Sucedeu pois ao terceiro dia, quando acabava a sua oração, que, bendizendo ao Senhor,

13disse: Bendito seja o teu nome, ó Deus de nossos pais: Que depois de te irares, farás misericórdia, e no tempo da aflição perdoas os pecados aos que te invocam.

14Para ti, Senhor, volto a minha face, para ti dirijo os meus olhos.

15Peço-te, Senhor, que me livres do laço deste impropério, ou que ao menos me tires de cima da terra.

16Tu sabes, Senhor, que eu nunca desejei marido, e que conservei a minha alma pura de toda a concupiscência.

17Nunca me comuniquei com os que folgavam: Nem tive comércio com os que se conduziam com leviandade.

18Eu porém consenti a receber marido no teu temor, e não por prazer meu.

19E, ou eu fui indigna deles ou talvez eles não foram dignos de mim: Porque tu acaso me tens reservado para outro marido.

20Porque não está no poder dos homens o teu conselho.

21Mas todo o que te rende cultos, tem de certo que a sua vida se for provada será coroada: E se for atribulada, será livre: E se for castigada, poderá obter a tua misericórdia.

22Porque tu não te deleitas com os nossos males, porque depois da tormenta dás a bonança, e depois das lágrimas e suspiros, infundes a alegria.

23Seja o teu nome, ó Deus de Israel, bendito pelos séculos.

24Naquele tempo foram ouvidas as orações de ambos diante da glória do sumo Deus:

25E Rafael, santo Anjo do Senhor, foi enviado para curar a eles ambos, cujas orações tinham sido ao mesmo tempo expostas na presença do Senhor.