Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1O juiz sábio fará justiça ao seu povo, e o governo do homem sensato será estável.
2Qual é o juiz do povo, tais são também os seus ministros: E qual é o governador da cidade, tais são do mesmo modo os seus habitantes.
3O rei de pouco juízo perderá o seu povo: E as cidades povoar-se-ão pelo bom senso dos que a governam.
4O poder soberano sobre uma terra está na mão de Deus: E ele é o que a seu tempo suscitará um príncipe para governar utilmente.
5A prosperidade do homem está na mão de Deus, e ele é o que porá sobre a pessoa do doutor da lei os sinais da honra que lhe são próprios.
6Esquece-te de todas as injúrias que recebeste do teu próximo, e não faças nada por via de violência.
7A soberba é aborrecível a Deus e aos homens: E toda a iniquidade das nações é execrável.
8Um reino é transferido duma nação à outra por causa das injustiças, e das violências, e dos ultrajes, e de diferentes enganos.
9Não há coisa mais detestável do que o avarento: Por que se ensoberbece a terra e a cinza?
10Não há coisa mais injusta do que amar o dinheiro: Porque um tal homem vende até a sua mesma alma: Pois que ele se despojou em sua vida das próprias entranhas.
11A vida de todo o potentado é breve. A doença prolongada fatiga o médico.
12O médico atalha a doença de pouca dura: Assim também um é hoje rei e amanhã morrerá.
13Porque o homem quando morrer, terá por herança as serpentes, e as sevandijas, e os bichos.
14O princípio da soberba do homem é apostatar de Deus:
15Porque o seu coração se apartou daquele que o criou, porquanto o princípio de todo o pecado é a soberba: Aquele que se der a ela, será cheio de maldições, e lá para o fim o meterá em ruína.
16Por isso é que o Senhor cobriu de opróbrios os congressos dos maus, e os destruiu para sempre.
17Deus destruiu os tronos dos príncipes soberbos, e em seu lugar fez que se assentassem neles os que eram mansos.
18Deus fez secar as raízes das nações soberbas, e plantou dentre as mesmas nações os que eram humildes.
19O Senhor destruiu as terras das nações, e as arruinou até aos alicerces:
20Ele secou dentre as mesmas nações os seus habitadores, e os destruiu, e fez apagar de cima da terra a sua memória.
21Deus aboliu a memória dos soberbos, e conservou a dos humildes de coração.
22A soberba não foi criada com os homens: Nem a ira com a raça das mulheres.
23Aquela descendência de homens, que teme a Deus, será tratada com honra: Porém aquela outra linhagem, que não faz caso dos mandamentos do Senhor, será desonrada.
24Entre os irmãos o que os governa é distinguido na honra: E os que temem ao Senhor, andarão nas meninas dos seus olhos.
25A glória dos ricos, dos nobres, e dos pobres, é o temor de Deus:
26Não queiras desprezar o homem justo, ainda que pobre, e não engrandecer ao homem pecador posto que rico.
27O grande, e o juiz, e o poderoso está em honra: Mas nenhum é tão grande como aquele que teme a Deus.
28Os homens livres sujeitar-se-ão a um servo que tem juízo: E o varão prudente e bem ensinado não murmurará quando for repreendido, mas o ignorante não será honrado.
29Não queiras elevar-te, quando houveres de fazer a tua obra, e não te deixes possuir da preguiça no tempo do aperto.
30O que trabalha, e que tudo tem em abundância, vale mais do que o jactancioso, e necessitado de pão.
31Filho, conserva a tua alma na mansidão, e dá-lhe honra, segundo o seu merecimento.
32Quem justificará ao que peca contra a sua alma? E quem honrará ao que desonra a sua alma?
33O pobre acha a sua glória por meio dos seus costumes, e do seu temor: E há homem que é honrado por causa de suas riquezas.
34Ora o que é glorificado na pobreza, quanto mais o seria nas riquezas? Mas o que acha a sua glória nas riquezas, tema a pobreza.
