Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Não sejas cioso da mulher do teu seio, para que não descubra contra ti a malícia da tua má doutrina.
2Não dês à mulher poder sobre a tua alma, para que se não levante contra a tua autoridade, e fiques envergonhado:
3Não olhes para a mulher de muitos quereres: Para que não suceda caires nos seus laços.
4Não sejas frequente em te achar com a mulher bailadeira: Nem a ouças, para que não suceda pereceres à força dos seus encantos.
5Não detenhas os teus olhos em ver a donzela, para que não suceda que a sua beleza te seja ocasião de queda.
6Não entregues de modo algum a tua alma às mulheres prostitutas: Para que te não deites a perder a ti, e a tua herança.
7Não lances os olhos por toda a parte, pelas ruas da cidade, nem andes vagueando pelas suas praças.
8Aparta os teus olhos da mulher enfeitada, e não olhes com curiosidade para a formosura alheia.
9Por causa da formosura da mulher pereceram muitos: Porque daí é que se acende a concupiscência, como fogo.
10Toda a mulher que é prostituta, será pisada como esterco em o caminho.
11Muitos tendo admirado a formosura da mulher alheia se fizeram réprobos: Porque a sua conversação se ateia como fogo.
12Não te assentes jamais com a mulher alheia, nem te recostes com ela sobre o cotovelo:
13E não disputes com ela bebendo vinho, para que não suceda que o teu coração se converta para ela, e com o teu sangue caias em perdição.
14Não deixes o amigo antigo: Porque o novo não será semelhante a ele.
15O amigo novo é um vinho novo: Ele se fará velho, e tu regalar-te-ás de o beber.
16Não invejes a glória, nem as riquezas do pecador: Porque não sabes qual haja de ser a sua ruína.
17Não aproves a violência dos injustos, sabendo que até à sepultura não agradará o ímpio.
18Põe-te longe daquele homem que tem poder de mandar matar, e assim ficarás em estado de não temer a morte:
19E se te chegares a ele, vê não cometas algum mal, de onde possa resultar tirar-te ele a vida.
20Sabe que comunicas com a morte: Porque tu caminharás no meio dos laços, e andarás sobre as armas de homens ressentidos.
21Segundo as tuas forças acautela-te do teu próximo, e trata com os sábios e prudentes.
22Os teus convidados sejam os homens justos, e no temor de Deus esteja posto o motivo da tua glória,
23e no teu sentido se forje o pensamento de Deus, e toda a tua conversação consista nos preceitos do Altíssimo.
24As obras serão louvadas pela industriosa mão dos seus artífices, e o príncipe do povo pela sabedoria dos seus discursos, e as palavras dos velhos pelo siso com que são proferidas.
25É terrível na sua cidade o homem linguaraz: E o temerário nas suas palavras será aborrecido.
