Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1O operário dado ao vinho não enriquecerá: E aquele que despreza as coisas pequenas, pouco a pouco cairá.
2O vinho e as mulheres fazem apostatar os mesmos sábios, e precipitarão em opróbrio os homens sisudos:
3E aquele que se mistura com as mulheres mal procedidas, será malvado: Chegará a ser o pasto da podridão e dos bichos, e ficará sendo proposto por um grande escarmento, e será tirada do número a sua alma.
4Aquele que crê de leve, é leviano de coração, e ficará menoscabado: E o que peca contra a sua alma, não será tido em conta.
5Aquele que folga com a iniquidade, será vituperado: E ao que aborrece a correção, se abreviará a vida: E o que aborrece a loquacidade extingue a malícia.
6Aquele que peca contra a sua alma, arrepender-se-á de o ter feito: E aquele que põe a sua alegria na malícia, será desonrado.
7Não repitas palavra má e ofensiva, e não perderás nada.
8Os teus pensamentos não os digas nem ao amigo nem ao inimigo: E se tens algum delito, não lho descubras:
9Porque te ouvirá, e se guardará de ti, e mostrando na aparência que desculpa o teu pecado, te aborrecerá, e com esta disposição de ânimo estará sempre a teu lado.
10Ouviste uma palavra contra o teu próximo? Morra dentro de ti, ficando seguro de que ela te não fará arrebentar.
11O insensato está como com dores de parto para lançar de si a palavra que ouviu, à semelhança da mulher que geme quando se vê próxima a dar à luz um menino.
12Como seta cravada no músculo carnoso, assim é a palavra no coração do insensato.
13Repreende ao teu amigo, para que não suceda que ele não tenha ainda entendido o que se diz dele, e te diga: Eu não fiz tal: Ou se o fez, para que o não torne fazer.
14Repreende ao teu próximo, porque talvez que ele o não tenha dito: E se o disse para que o não torne a dizer:
15Repreende ao teu amigo: Porque muitas vezes se diz o que não é assim.
16E não creias tudo o que se diz: Homem há que peca pela língua, mas que não peca de coração.
17Pois quem há que não tenha pecado com a sua língua? Repreende ao próximo antes que o ameaces.
18E dá lugar ao temor do Altíssimo: Porque toda a sabedoria consiste no temor de Deus, e nela se ensina a temer a Deus, e em toda a sabedoria se acha a disposição da lei.
19E a sabedoria não é doutrina de maldade: E não é pensamento de pecadores a prudência.
20Há uma malícia, e é ela em si mesma execração: E é insipiente o que está falto de sabedoria.
21Um homem, que tem pouca sabedoria, e que é falto de senso, mas que tem o temor de Deus, vale mais do que o que tem um grande senso, mas que quebra a lei do Altíssimo.
22Há uma sagacidade que não erra o golpe, mas ela é injusta.
23E tal há que fala francamente, e não diz senão a verdade. Tal há que se humilha maliciosamente, e o seu interior está cheio de dolo:
24E tal há que se submete excessivamente com uma profunda humilhação: E há quem abaixa o seu rosto, e finge que não vê o que é segredo:
25E no caso que pela debilidade das forças se ache impedido para pecar, se achar ocasião de fazer mal, fá-lo-á.
26Pela vista se conhece uma pessoa, e pelo ar do rosto se discerne o homem sensato.
27O vestido do corpo e o riso dos dentes, e o andar do homem, dão a conhecer qual ele é.
28Há uma falsa repreensão que nasce da ira dum homem insolente: E há um juízo, que se prova não ser justo: E há quem se cala, e este é prudente.
