Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Aquele que quer vingar-se encontrará a vingança do Senhor, e ele lhe reservará para sempre os seus pecados.
2Perdoa ao teu próximo o mal que te faz: E então deprecando tu, ser-te-ão perdoados os pecados.
3O homem guarda a sua ira para outro homem, e pede a Deus remédio?
4Ele não tem compaixão dum homem seu semelhante, e pede perdão dos seus pecados?
5Ele sendo carne conserva rancor, e pede propiciação a Deus? Quem lha alcançará pelos seus delitos?
6Lembra-te dos teus novíssimos, e deixa de nutrir inimizades:
7Porque a corrupção e a morte estão a cair sobre aqueles que quebrantam os mandamentos do Senhor.
8Lembra-te do temor de Deus, e não te ires contra o teu próximo.
9Lembra-te da Aliança do Altíssimo, e não faças caso da ignorância do próximo.
10Abstém-te do litígio, e diminuirás os pecados:
11Porque o homem iracundo acende a pendência, e o homem pecador perturbará aos amigos, e no meio dos que têm paz meterá inimizade.
12Porque o fogo, à proporção da madeira do bosque, assim se ateia: E conforme o poder do homem, assim será a sua iracúndia, e segundo a sua riqueza aumentará a sua ira.
13A contenda precipitada acende fogo: E a demanda acelerada derrama sangue: e a língua que testifica traz morte.
14Se assoprares a faísca, ela como fogo se inflamará, e se cuspires sobre ela, se apagará: Sendo que uma e outra coisa da boca nasce.
15O mexeriqueiro e o homem de duas línguas é maldito: Porque porá em perturbação a muitos que têm paz.
16A língua de um terceiro inquietou a muitos e os espalhou de povoação em povoação.
17Ela destruiu as cidades muradas cheias de homens ricos, e fez derribar as casas dos grandes.
18Ela desbaratou as forças dos povos, e desfez as nações fortes.
19A língua de um terceiro fez expulsar as mulheres varonis, e as privou do fruto de seus trabalhos.
20Aquele que a atende, não terá descanso, nem terá amigo em quem repouse.
21O golpe do flagelo faz nódoas roxas: Mas o golpe da língua esmigalhará os ossos.
22Muitos morreram passados ao fio da espada, porém não tantos como os que morreram pela sua língua.
23Bem-aventurado aquele que está seguro da má língua, que não passou pela ira dela, e que não atraiu para cima de si o seu jugo, e não foi ligado nas suas cadeias:
24Porque o seu jugo é um jugo de ferro: E as suas cadeias são umas cadeias de bronze.
25A morte que ela causa, é uma morte desgraçadíssima: E mais vantajosa é a sepultura do que ela.
26A sua perseverança não durará, mas ela se ensenhoreará dos caminhos dos injustos: E com a sua chama, não queimará aos justos.
27Os que deixam a Deus, cairão nela e arderá neles, e não se apagará, e se lançará sobre eles como um leão, e como um leopardo os atassalhará.
28Cerca os teus ouvidos com espinhos, não queiras ouvir a língua danada, e põe na tua boca portas, e fechaduras.
29Funde o teu ouro e a tua prata, e faze uma balança para pesares as tuas palavras, e um justo freio para reprimires a tua boca:
30E olha não escorregues acaso com a língua, e caias diante dos teus inimigos, que te armam ciladas, e venha a tua queda a ser incurável e mortal.
