Brasão da Paróquia São SebastiãoParóquia São SebastiãoMococa-SP

Eclesiástico 29

Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.

1Aquele que usa de misericórdia, empresta a juro ao seu próximo: E aquele que é de mãos liberais guarda os mandamentos.

2Empresta a teu próximo no tempo da sua necessidade, mas tu também restitui o seu ao próximo no devido tempo.

3Mantém a tua palavra, e trata fielmente com ele: E em todo o tempo acharás o que te é necessário.

4Muitos olharam para o que se lhes emprestou, como para uma coisa que eles acharam, e deram pena aqueles que os ajudaram.

5Eles beijam as mãos do que lhes empresta o seu dinheiro, até que o tenham recebido, e nas promessas que lhe fazem abaixam com submissão a sua voz:

6Mas chegando o prazo em que um destes deve pagar a dívida, pedirá espera, e dirá palavras de enfado e de murmuração, e escusar-se-á com o tempo:

7E se puder pagar, ele primeiramente repugnará a isso, depois dará apenas a metade do capital, e a reputará como uma coisa achada:

8E senão, defraudará ao credor do seu dinheiro, e sem causa alguma o ficará tendo por inimigo:

9E lhe pagará com injúrias e más palavras, e pela honra e benefício recebido lhe corresponderá com ultrajes.

10Muitos deixaram de emprestar não por desumanidade, mas porque temeram ser defraudados sem o merecerem.

11Apesar de tudo isto, sê tu mais generoso no teu ânimo para com o humilde, e havendo de lhe dar esmola não lha andes procrastinando.

12Por causa do mandamento acode ao pobre: E não o deixes ir com as mãos vazias em atenção da sua indigência.

13Perde o teu dinheiro por amor do teu irmão, e do teu amigo: E não o escondas debaixo duma pedra para ficar perdido.

14Põe o teu tesouro nos preceitos do Altíssimo, e isto te aproveitará mais do que o ouro.

15Encerra a esmola no coração do pobre, e ela rogará por ti para te livrar de todo o mal.

16Ela pelejará contra teu inimigo

17defendendo-te mais do que o escudo,

18e mais do que a lança do esforçado.

19O homem de bem dá fiança pelo seu próximo: e o que houver perdido a vergonha, o abandonará para que lá se avenha.

20Não te esqueças nunca da graça que te fez o que ficou por teu fiador: Porque ele expôs a sua alma por te valer.

21O pecador e o impuro foge do fiador.

22O pecador se apropria a si os bens do que ficou por seu fiador: E sendo ele de coração ingrato desamparará ao seu libertador.

23Um homem fica por fiador de seu próximo: E quando este tal tiver perdido a vergonha, será dele desamparado.

24O meter-se a afiançar com demasiada inconsideração tem perdido a muitos que iam bem nos seus negócios, e os deixou agitados como ondas do mar.

25Ela fez mudar de habitação a homens poderosos trazendo-os num contínuo giro, e assim andam vagabundos entre nações estranhas.

26O pecador que viola o mandamento do Senhor, se meterá a responder indiscretamente por outro: E aquele que empreende muitos negócios, cairá no rigor do juízo.

27Assiste ao teu próximo conforme as posses que tiveres para isso, mas olha por ti, não caias tu também.

28O essencial da vida do homem é a água e pão, e vestido, e casa que cubra o que o pejo quer que esteja escondido.

29Aquilo que o pobre come debaixo de qualquer coberta de paus é melhor do que o esplêndido das iguarias em região estranha sem domicílio próprio.

30O pouco te contente como o muito, e não ouvirás os impropérios que sofre o que anda fora da sua terra.

31Vida desgraçada é a daquele que se anda hospedando de casa em casa: E em toda a parte em que for hóspede, não obrará com confiança, nem ousará abrir a boca.

32Ele noutras ocasiões terá hospedado a outros, e terá dado de comer, e de beber a ingratos e depois disto ouvirá coisas que lhe amarguem.

33Anda, hóspede, e vai pôr a mesa: E dá de comer aos demais do que tens à mão.

34Retira-te da presença de meus amigos a quem devo honrar: Eu necessito indispensavelmente da minha casa para receber nela a meu irmão.

35São pesadas estas duas coisas para um homem que tem bom senso: As batibarbas do que nos hospedou em sua casa e os insultos de um credor.