Brasão da Paróquia São SebastiãoParóquia São SebastiãoMococa-SP

Eclesiástico 41

Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.

1Ó morte, quão amargosa é a tua memória para um homem, que tem paz no meio das suas riquezas:

2Para um homem, que não tem nada que o perturbe, e cujos caminhos lhe saem direitos em todas as coisas, e que ainda está com vigor para tomar o alimento.

3Ó morte, que boa é a tua sentença para um homem necessitado, e que se acha falto de forças,

4para o de idade já decrépita, e para o que está cheio de cuidados, e para o desconfiado; que se vê de todo falto de paciência!

5Não temas o decreto da morte. Lembra-te de todos aqueles que foram antes de ti, e de todos os que virão depois de ti: Este é um decreto que o Senhor pronunciou contra toda a carne:

6E que coisa te sobrevirá, senão o que for do beneplácito do Altíssimo? viva um homem ou dez, ou cem ou mil anos.

7Porque no inferno se não faz cargo do que um viveu.

8Os filhos dos pecadores fazem-se filhos da abominação, e os que frequentam as casas dos ímpios.

9A herança dos filhos dos pecadores perecerá, e com a sua linhagem andará continuamente o opróbrio.

10De um pai, sendo ímpio, se queixam os próprios filhos, pois se acham por causa dele vivendo no opróbrio.

11Desgraçados de vós, homens ímpios, que deixastes a lei do Senhor Altíssimo!

12E quando vós nascerdes, nascereis já na maldição: E quando morrerdes, na maldição tereis posta a vossa herança.

13Tudo o que é de terra tornar-se-á em terra: Assim os ímpios cairão da maldição na perdição.

14O pranto dos homens é sobre o seu cadáver, mas o nome dos ímpios será do mundo apagado.

15Tem cuidado de te adquirires bom nome: Porque este será para ti um bem mais estável, do que mil tesouros grandes, e preciosos.

16A boa vida tem um certo número de dias: Mas o bom nome permanecerá para sempre.

17Conservai, filhos, em paz a minha disciplina: Porquanto se a sabedoria está escondida, e o tesouro se não vê, que utilidade pode haver em ambas estas coisas?

18Melhor é o homem que esconde a sua estultícia, do que o homem que esconde a sua sabedoria.

19Pelo que tende vergonha das coisas, que saem da minha boca.

20Porque não é bom tê-la em tudo: E nem todas as coisas praticadas com fidelidade agradam a todos.

21Envergonhai-vos da fornicação diante de vosso pai e de vossa mãe: E da mentira diante do que governa e do poderoso:

22De qualquer falta diante do príncipe e do juiz: Da iniquidade diante da sinagoga e do povo:

23Da injustiça diante do companheiro e do amigo: E no lugar em que habitas,

24de cometer algum furto, da verdade de Deus, e do pacto: De fincar o cotovelo nos pães, e da sonegação do que se dá e recebe:

25De não responder aos que te saúdam: De deter os olhos na mulher prostituta: e de voltar o rosto ao parente.

26Não voltes o rosto por não veres a teu próximo, e envergonha-te de lhe tirar a parte que lhe toca e de lha não restituíres.

27Não olhes para a mulher de outro marido, e não te entretenhas com a sua criada, nem te ponhas ao pé da sua cama.

28Envergonha-te de dizer palavras de impropério aos teus amigos: E quando tiveres dado alguma coisa, não na lances em rosto.