Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Simão, filho de Onias, sumo pontífice, foi o que em sua vida reparou a casa do Senhor, e em seus dias fortificou o templo.
2Por ele foi também fundada a altura do templo, a dobrada fábrica e as altas paredes do mesmo templo.
3Em seus dias manaram os poços das águas, e se encheram extraordinariamente, como mar.
4Ele teve um particular cuidado do seu povo e o livrou da perdição.
5Ele foi assaz possante para engrandecer a cidade, ele pelo trato com a nação alcançou glória: E alargou a entrada da casa e do Átrio.
6Brilha como o luzeiro da manhã no meio da névoa, e como a lua cheia nos dias da sua maior claridade.
7E como o sol que resplandece, assim ele resplandeceu no Templo de Deus.
8Como o arco-íris que reluz entre as nuvens de glória, e como flor de rosas nos dias da Primavera, e como lírios que estão à corrente de água, e como incenso que exala fragrância na estação do Estio.
9Como chama refulgente, e incenso que arde no fogo.
10Como vaso de ouro maciço, ornado de toda a casta de pedras preciosas.
11Como oliveira que brota, e como cipreste que se eleva ao alto, ele se pareceu ao tomar a sua vestidura de glória, e ao revestir-se completamente de todos os ricos ornamentos da sua dignidade.
12Subindo ao Santo Altar, deu glória à vestidura de santidade.
13E quando tomava as porções da mão dos Sacerdotes, estando ele também em pé junto do Altar. E no ato em que o cercava o Coro dos irmãos: Em todas estas ocasiões ele se ostentava como planta de cedro no monte Líbano,
14vindo a ficarem deste modo em torno dele como ramos de palma também todos os filhos de Aarão no meio da sua glória.
15A oblação pois em honra do Senhor estava nas mãos deles, na presença de todo o congresso de Israel: E indo consumar o sacrifício sobre o Altar, para o oferecer com a majestade da cerimônia devida a uma oblação do Rei excelso,
16estendeu a sua mão na libação, e derramou o licor da uva.
17Derramou ao pé do Altar o cheiro divino ao Príncipe excelso.
18Então exclamaram os filhos de Aarão, tocaram as suas trombetas feitas a golpes de martelo, e fizeram ressoar um grande concerto para renovarem a sua memória diante do Senhor.
19Então o Povo todo apressado concorreu em chusma, e cada um se prostrou sobre seu rosto em terra, para adorar ao Senhor seu Deus, e oferecer votos ao Onipotente Deus excelso.
20E os cantores levantaram as suas vozes, e naquela grande casa se aumentou um som cheio de suavidade.
21E rogou o povo ao Senhor Excelso fazendo-lhe as suas preces, até que ficou de todo completo o sacrifício em honra do Senhor, e eles acabaram as funções do seu ministério.
22Então o Sumo Sacerdote descendo do Altar, alçou as suas mãos sobre todo o Congresso dos filhos de Israel, para dar glória a Deus com seus lábios, e para se gloriar no seu Nome:
23E repetiu a sua Oração, querendo mostrar o poder de Deus.
24E agora rogai ao Deus de todos, que fez grandes coisas em toda a terra, que aumentou nossos dias desde o ventre de nossa mãe, e obrou conosco segundo a sua misericórdia:
25Que nos dê alegria de coração, e que se faça paz em nossos dias em Israel por dias sempiternos:
26Que creia Israel que está conosco a misericórdia de Deus, para que nos livre em seus dias.
27Dois povos aborrece a minha alma: E o terceiro que eu aborreço, não é um povo:
28Os que habitam no monte Seir, e os filisteus, e o povo insensato, que mora em Siquém.
29Neste livro escreveu instruções de sabedoria e de disciplina Jesus, filho de Sirac, natural de Jerusalém, o qual restaurou a sabedoria que derramou do seu coração.
30Bem-aventurado o que se ocupa nestes bens: O que os conserva em seu coração será sempre sábio.
31Porque se ele praticar estes documentos, ficará com forças para se saber dirigir em tudo: Porque a luz de Deus é o seu rasto.
