Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público). Texto digitalizado — em revisão pela paróquia.
1Não faças mal, e o mal te não apreenderá.
2Retira-te do iníquo, e os males se apartarão de ti.
3Filho, não semeies males nas veredas da injustiça, e não os segarás sete vezes em dobro.
4Não peças ao Senhor que te dê o cargo de conduzir outros, nem ao rei, que te dê uma cadeira de honra.
5Não te justifiques diante de Deus, porque ele é quem conhece o fundo do coração: E não afetes parecer sábio diante do rei.
6Não pretendas ser juiz, se não tens valor para romperes com esforço por entre as iniquidades: Para que não temas acaso a face do poderoso, e ponhas tropeço na tua equidade.
7Não peques contra a multidão de uma cidade, nem te metas entre a chusma do povo,
8nem apertes duas vezes o nó do pecado: Porque nem ainda num só que tu cometas, ficarás impunido.
9Não sejas pusilânime no teu ânimo:
10Não desprezes fazer oração, e dar esmola.
11Não digas: Deus porá os olhos na multidão das minhas dádivas, e oferecendo-as eu ao Deus altíssimo, ele receberá as minhas ofertas.
12Não escarneças do homem posto na amargura da sua alma: Porque Deus, que tudo vê, é quem humilha e exalta.
13Não lavres a mentira contra teu irmão: Nem tampouco faças o mesmo contra o teu amigo.
14Não queiras mentir toda a mentira: Porque a continuação dela não é boa.
15Não sejas verboso na assembleia dos anciãos, e não repitas a palavra na tua rogativa.
16Não aborreças as obras laboriosas, nem o trabalho de cultivar o campo que foi criado pelo Altíssimo.
17Não te numeres entre a turba das pessoas indisciplinadas.
18Lembra-te da ira, porque não tardará.
19Humilha profundamente o teu espírito: Porque a vingança da carne do ímpio, será o fogo e o bicho.
20Não quebres a fé que deves ao teu amigo que difere dar-te o dinheiro, nem desprezes pelo ouro a teu irmão muito amado.
21Não te apartes da mulher sisuda e virtuosa, que te coube por sorte no temor do Senhor: Porque a graça da sua modéstia é mais preciosa do que o ouro.
22Não trates mal ao servo que trabalha com fidelidade, nem ao mercenário que todo se dá a te servir.
23O servo sensato seja querido de ti como a tua alma, não lhe negues a liberdade que ele merece, e não o deixes cair em pobreza.
24Tens gados? cuida deles: E se eles te são úteis, fiquem sempre contigo.
25Tens filhos? ensina-os bem, e acostuma-os à sujeição desde a sua meninice.
26Tens filhas? conserva a pureza dos seus corpos, e não mostres para elas o teu rosto risonho.
27Casa a tua filha, e terás feito um grande negócio, e dá-a a um homem de bom senso.
28Se tens mulher que seja segundo o teu coração, não a largues. E não te entregues à que é odiosa. De todo o teu coração,
29honra a teu pai, e não te esqueças dos gemidos de tua mãe:
30Lembra-te que não terias nascido se não fora a sua intervenção: E faze por eles em recompensa aquilo mesmo que eles fizeram por ti.
31Teme ao Senhor com toda a tua alma, e venera aos seus sacerdotes.
32Ama com todas as tuas forças ao que te criou: E não desampares os seus ministros.
33Honra a Deus de toda a tua alma, e reverencia os sacerdotes, e purifica-te pelo trabalho das tuas mãos.
34Dá-lhes a sua parte das primícias, e das vítimas de expiação, como te está mandado: E purifica-te das tuas negligências com poucos.
35Oferecerás ao Senhor as espáduas das vítimas e o sacrifício da santificação, e as primeiras das coisas santas:
36E abre a tua mão para o pobre, a fim de que o teu sacrifício de expiação, e a tua oferta seja de todo perfeita.
37A liberalidade é agradável a todo o vivente, e não impidas que ela se estenda aos mortos.
38Não faltes a consolar os que se acham em pranto, e anda com os que choram.
39Não sejas preguiçoso em visitar os enfermos: Porque assim é que tu te fortificarás na caridade.
40Em todas as tuas obras lembra-te dos teus novíssimos, e nunca jamais pecarás.
